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Seminário Saneamento e Meio Ambiente levantou a pauta sobre a importância da água e riscos da privatização

O Espírito Santo recebeu nos dias 13 e 14 de março diversos especialistas e referências no saneamento público e na água como um direito, que participaram como debatedores e palestrantes durante o Seminário Saneamento e Meio Ambiente “Água em Disputa: Rede de Saberes em defesa do Meio Ambiente”. O evento foi uma iniciativa do Sindicato dos Trabalhadores de Água, Esgoto e Meio Ambiente do Espírito Santo (Sindaema) e do Instituto Ondas, com apoio do Sindicato dos Servidores Públicos do Espírito Santo (SindiPúblicos).



“Alcançamos o nosso objetivo que era ampliar o debate sobre a água como um bem público, fundamental para a vida, e um direito humano. Trouxemos referências nacionais e internacionais sobre o assunto para discutirmos sobre o futuro da água e do meio ambiente. Foram dois dias de muita troca de informação e conhecimento para seguirmos firmes na luta contra a mercantilização da água”, destaca a diretora do Sindaema, Wanusa Santos.


O ativista boliviano Oscar Oliveira, referência na luta contra a privatização dos serviços de saneamento na América Latina, foi um dos palestrantes do Seminário.


“Eu creio que a recuperação da concepção indígena andina tem possibilitado redescobrir e entender que água é um ser vivo, que atravessa todo esse corpo enorme que é a terra e vai revitalizando a vida em toda parte”, destaca Oscar.


Confira as imagens do primeiro dia do evento > clique aqui!


Segundo o influenciador digital e socioambientalista, Thiago Ávila, também palestrante do evento, pontua como a privatização dos serviços de saneamento coloca em risco a água, que é um bem comum necessário para a vida.


“O ciclo das privatizações é sempre falso: primeiro desmoraliza as empresas públicas, coloca elas para atuar no sentido de uma gestão orientada para o lucro, faz privatizações de baixa intensidade até o momento em que faz um leilão fraudulent, vende a empresa, precariza a vida dos trabalhadores, demite os trabalhadores, piora o serviço aumenta tarifas chantageia o governo para mais subsídios até que isso se torna insustentável”, alerta o influenciador.


Outros nomes como Winnie Overbeek, integrante do Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais (WRM), e Dalila Calisto, militante da Coordenação Nacional do Movimeno dos Atingidos por Barragens (MAB) também marcaram presença no evento.


“Quando se trata da mercantilização da água, seja do ponto de vista da privatização do saneamento ou da construção de barragens, os impactos na vida das mulheres são proporcionalmente maiores, principalmente das mulheres da classe trabalhadora, as mulheres negras, indígenas e ribeirinhas”, pontua Dalila.


Observatório Capixaba da Água e do Meio Ambiente


Ainda durante o evento, foi lançado o manifesto para criação do Observatório Capixaba da Água e do Meio Ambiente.


“A população mais vulnerável é quem mais sofre com a privatização dos serviços de saneamento. Quando o acesso à água deixa de ser um direito e passa a ser regida, como uma mercadoria, pelo lucro das empresas privadas, os serviços além de encarecidos, não chegam aonde precisam estar. Com o Observatório Capixaba, além do controle dessas situações, vamos acumular dados e informações para embasar ainda mais a defesa da água como um bem público e contra a privatização”, destaca o presidente do Sindaema, Fábio Giori.


Confira as imagens do segundo dia do evento > clique aqui!


O secretário executivo do Instituto Ondas, Edson Aparecido, elogiou a iniciativa e destacou que desta forma, o seminário conseguiu ampliar o olhar sobre a água para além das questões de privatização.


“Conseguimos ampliar o debate para além das discussões da água e do saneamento propriamente dito, mas contextualizando esse tema com o meio ambiente e compreendendo que o que está por trás dessas discussões é uma organização do capital, e que a luta pela água se relaciona diretamente com a luta de classes do nosso país”, finaliza.


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