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1 de junho de 2026
Como vem sendo estruturada a Privatização do Saneamento e como a Entrega do Saneamento Prejudica a População e Sufoca o Serviço Público
Por Pulso
A crise provocada no setor de saneamento básico compõe um cenário muito mais amplo e faz parte de uma estratégia estruturada de nível nacional para promover a asfixia dos serviços públicos geridos diretamente pelo Estado. No centro dessa articulação em todo o país está o BNDES, que deixou de cumprir sua função histórica de fomento ao desenvolvimento econômico e social para se transformar no principal braço de coordenação, modelagem e financiamento das privatizações no Brasil. Atualmente, o banco público despeja bilhões de reais em empréstimos e consultorias com o objetivo único de viabilizar a entrega de empresas estatais ao grande capital, demonstrando total despreocupação com a qualidade da prestação desses serviços essenciais à população. Essa política de desestatização acabou disparando um fenômeno novo e preocupante no controle do saneamento em todo o território brasileiro, caracterizado por um forte processo de centralização de capital nas mãos das maiores empresas privadas do país e pela consequente eliminação da concorrência pública. Esse movimento de concentração nacional é liderado pela Aegea Saneamento, hoje o maior grupo privado do setor, com atuação marcante em múltiplos estados e em blocos de grande escala — a exemplo da concessão Águas do Rio —, que vem comprando sistematicamente as empresas vencedoras de editais para monopolizar a gestão da água e do esgoto. Ao lado dela, o mercado é dominado por gigantes como a BRK Ambiental, uma das maiores do setor, controlada pelo fundo canadense Brookfield e fortemente presente em diversas regiões, e a Iguá Saneamento, focada em concessões de água e esgoto urbano. Esse cenário de avanço do grande capital atrai inclusive conglomerados vindos de outros segmentos, como a Equatorial Energia, empresa originalmente do setor elétrico que expandiu sua atuação para o saneamento ao adquirir concessões como a Cagepa e a estatal Corsan, no Rio Grande do Sul. Toda essa hegemonia corporativa e o controle privado das torneiras ganharam contornos ainda mais graves diante de recentes denúncias na imprensa sobre o uso de instrumentos ilícitos para garantir o monopólio desse mercado em diversos municípios brasileiros. Fica evidente que o arranjo político que sustenta as privatizações no país esconde, por trás do discurso oficial da necessidade de universalização dos serviços públicos, uma série de procedimentos de corrupção. Como resultado prático dessa transferência de ativos essenciais para a exploração do grande capital em âmbito nacional, o rastro deixado na esfera pública é marcado pela destruição de empresas públicas históricas e pelo severo endividamento do Estado. Enquanto os governantes vão afinando o discurso de gestores eficientes, criam-se oportunidades de mercado para que multinacionais operem em regime de monopólio privado, ganhando o poder de colocar o preço que querem em tarifas de produtos de péssima qualidade que entregam à maioria da população. Quando analisamos as reportagens que cruzam o Brasil, fica evidente que a crise no abastecimento de água e no esgoto não é um acidente de percurso, por trás do discurso oficial focado em metas de universalização e falsas promessas de eficiência, esconde-se um arranjo político desenhado para sufocar as empresas públicas e abrir espaço para grandes grupos privados lucrarem alto e com baixo risco. As denúncias podem ser vistas em arquivos de cobertura de 12 grandes veículos de imprensa do país, revelando a dura realidade da privatização e quem mais vem sofrendo com essa política.
- O Plano Político para Asfixiar as Empresas Públicas
- Valor Econômico: "BNDES prevê novos leilões de saneamento e consolida papel de articulador de concessões https://valor.globo.com/brasil/noticia/2026/03/23/novo-ciclo-de-leiles-de-saneamento-deve-priorizar-norte-e-nordeste-diz-bndes.ghtml
- CNN: “40% das estatais de saneamento têm contas ruins e podem ser privatizadas”. acesso: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/40-das-estatais-de-saneamento-tem-contas-ruins-e-podem-ser-privatizadas/
- BBC News Brasil: " Enquanto Rio privatiza, por que Paris, Berlim e outras 265 cidades reestatizaram saneamento? Acesso: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-40379053
- Patrimônio do Povo Entregue de Bandeja e com Lucro Garantido
- O Monopólio Privado que Domina as Torneiras
- O Impacto no Cotidiano: Conta Mais Cara, Torneira Seca e Desemprego
Notícias
29 de maio de 2026
Sindaema convoca trabalhadores da Cesan para Assembleia Geral Extraordinária no dia 1º de junho
Por Pulso
Atenção, trabalhadores e trabalhadoras da Cesan! O Sindaema convoca formalmente toda a categoria para participar da Assembleia Geral Extraordinária para deliberarmos sobre o PIADV (Programa de Incentivo à Aposentadoria e Desligamento Voluntária) da Cesan. O encontro acontecerá na próxima segunda-feira, dia 01 de junho de 2026, às 14h00, e será realizado de forma totalmente virtual por meio da plataforma Zoom. A assembleia foi convocada para que a categoria possa debater e deliberar sobre as seguintes ordens do dia:
- Aditivo ACT 2025/2026: Informes e deliberações importantes sobre o PIADV.
- Assuntos gerais de interesse da categoria.
- O quê: Assembleia Geral Extraordinária dos Trabalhadores da Cesan
- Quando: 01 de junho de 2026 (segunda-feira)
- Horário: 14h00
- Onde: Plataforma Zoom: https://us02web.zoom.us/j/85069075745?pwd=a7ayd7xwIufm6wmho3ajDZ7TTeVQpn.1
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4 de maio de 2026
Trabalhadores do Consórcio Global Metrópole aprovam indicativo de greve por atrasos salariais
Por Pulso
Os empregados do Consórcio Global Metrópole deliberaram pela deflagração de greve em razão dos recorrentes atrasos no pagamento de salários. A decisão foi tomada em assembleia da categoria, refletindo a indignação dos profissionais diante da instabilidade financeira causada pela empresa. O edital de convocação e o aviso à população já foram publicados, cumprindo os requisitos legais para o movimento. Cronograma da Paralisação Caso o Consórcio Global Metrópole não regularize os pagamentos até o quinto dia útil de maio (07/05), a greve terá início oficialmente no dia 08 de maio de 2026. Compromisso com o Trabalhador O Sindaema está vigilante e dando todo o suporte jurídico e administrativo necessário aos trabalhadores. O salário é a contrapartida básica pelo esforço do trabalhador. Não podemos permitir que o atraso se torne uma prática aceitável. O sindicato continuará acompanhando o caso e manterá a categoria e a sociedade informadas sobre os desdobramentos das negociações.